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Rede de viveiros vai propagar plantas tradicionais em São Paulo

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Levar as espécies de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) para as hortas das escolas municipais de São Paulo e a proposta do projeto Viva Agroecologia, do Instituto Kairós. Tudo parte da ideia de que a abundância alimentar pode estar no pátio da escola e enriquecer as relações, a educação e a alimentação das crianças e jovens.

Um novo passo foi dado este mês em parceria com a Secretaria Municipal do Verde para formar uma rede de viveiros PANC na cidade e, com isso, ampliar o uso dessas espécies nos parques, nos coletivos urbanos e nas escolas. As mudas começam a ser semeadas no viveiro Manequinho Lopes e no parque Cemucam, em Cotia, visando difundir essas plantas com incomparável poder nutricional para a população.

Orientados pelo pesquisador de PANC da Embrapa Hortaliças, Nuno Madeira, os colaboradores da Secretaria de diferentes regiões da cidade aprenderam hoje, 20 de junho, a propagar e manejar as hortaliças PANC. Aliás, plantas que são chamadas também pelo pesquisador de “hortaliças tradicionais”, já que foram tiveram usos antigos que vêm sendo resgatados no consumo atual.

“Plantas como o Peixinho, por exemplo, são patrimônio do Brasil e da humanidade. Boa parte das PANC também são cosmopolitas, extremamente bem adaptadas a diferentes ambientes, além de muito rústicas”, destaca Madeira.

É preciso abrir os olhos para tantas possibilidades, pois enquanto uma alface tem dificuldade de crescer no verão, pode haver dezenas de espécies a seu lado que dão o ano todo e aumentam a segurança alimentar no prato.

Segundo Madeira, são plantas mais adaptadas ao ambiente, que enfrentarão melhor as mudanças climáticas e merecem ser valorizadas, tanto pela diversidade de sabores como de riqueza nutricional. Mas é preciso começar a levá-las para a agricultura, a exemplo da Moringa que já vem sendo testada para colheita escalonada e da Ora-Pro-Nobis, cuja poda sucessiva permite maior produtividade.

De fato, para o agricultor plantá-las é preciso haver cada vez mais proximidade entre produtores e consumidores, com estes últimos sendo cada vez mais parceiros e responsáveis pelo campo, como co-produtores. “Queremos gerar demanda, porém, em sistemas de produção agroecológicos, com muita diversidade, em lavouras menores e nos quintais. Ao contrário das espécies convencionais do mercado, cujo plantio em larga escala amplia a dependência dos pacotes químicos”, reforça Madeira.

Saiba mais: http://vivaagroecologia.blogspot.com/